terça-feira, 9 de setembro de 2008

Nova Ortografia



Essa semana saiu na época uma reportagem chamada “Confusão ortográfica”. Tal reportagem falava sobre as mudanças do Acordo Ortográfico e logo depois vinham alguns exemplos de mudanças:
1) Não será mais usado o acento que diferencia algumas palavras iguais: Pára (verbo)/ Para (preposição), Pêlo (substantivo)/Pelo (?)
2) Não será mais usado o acento agudo nos ditongos abertos –ei, -oi, -eu das palavras paroxítonas: idéia vira ideia, paranóico vira paranoico
3) Não será mais usado o trema
4) Inclui-se hífen em palavras derivadas por prefixação, quando o prefixo termina com uma vogal igual à vogal inicial do outro elemento: antiinflamatório -> anti-inflamatório, microondas -> micro-ondas
5) Não será mais usado acento circunflexo nos encontros de vogais –oo e –ee: Vôo -> Voo, lêem -> lêem
6) Elimina-se o hífen de algumas palavras compostas como: pára-quedas -> paraquedas, manda-chuva -> mandachuva
7) Elimina-se hífen de palavras derivadas por prefixação, quando o prefixo terminar em vogal e o outro elemento começar por consoante (exceto o h), ou então por uma vogal diferente: Contra-regra -> contrarregra, auto-escola -> autoescola

Juro queridos leitores li essas regras novas várias vezes e até não posso acreditar. Sempre achei que o português precisa sim ser mudado em algumas coisas que na prática não são usadas. Mas gente, de tantas regras, tantas coisas complicadas é isso que eles vão mudar?
Pra que tirar o acento que diferencia palavras iguais? Pra que tirar o acento de “idéia”? Pra que dar hífens a palavras que não tinham e tirar das que tinham? Parece que é só pra confundir mesmo, porque até agora não simplificação em nenhuma das regras citadas, alias, vi sim em duas: na 3 e na 4.
Mas e aquelas regras que ninguém usa desde o século 18? Aquelas que às vezes nem sabemos que existem e caem no vestibular. Isso continua?
Tem coisa que eu não entendo. Estou sendo sincera. Não sei o que você achou dessas novas regras. Mas eu não gostei, não eram essas mudanças que eu esperava.
Gostaria muito de saber a opinião de vocês sobre isso. Pode ser que eu esteja sendo “mente fechada” não é mesmo? Quem sabe algum de vocês me fale algo que mude minha opinião.
Bom gente, por hoje é isso que eu queria dizer. Queria deixar meu protesto em relação a essas mudanças. Espero que tenham gostado e até a próxima.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Guitar Hero.


(até Slash tem sua "guitarra")

Guitar Hero como todos sabem é um console que a pessoa simula estar tocando uma guitarra de verdade. O "guitarrista" precisa apertar uma sequência de botões que vai aparecendo na tela no rolar da música. Guitar Hero, é mais que modinha, é um vício tremendo para quem já jogou.
Existem 4 níveis de dificuldade. Easy, Medium, Hard e Expert. Confesso que na guitarrinha joguei apenas o easy e o medium (bem mais ou menos). Mas que com o controle, consegui ir além. Fui até o Hard. Bom, essa evolução em DUAS semanas deve ser vista quase como a evolução Darwiniana, devido a minha coordenação motora "impecável".
Confesso que até jogar, não entendia como as pessoas gostavam desse jogo. Mas depois de alguns minutos na casa de um amigo resolvi que seria mais que bom jogar Guitar Hero. Quem jogou entende o que é ficar empolgado com uma guitarra ou um controle na mão, escutando músicas empolgantes e tentando de alguma maneira tocá-las no tempo certo.
O jogo foi lançado em 2005, mas teve sua grande abertura ao público brasileiro esse ano. Começou apenas sendo jogado em play 2. Mas com o tempo nessa realidade foi mudando e agora pode jogar no X-Box 360, no computador e no Wii. Há várias músicas envolvidas com esse jogo. Cada vez mais músicas, mais bandas querendo o seu nome envolvidas nesse projeto. Como: Aerosmith e Mettalica. Mas existem muito mais bandas envolvidas, como: Beatles, Ramones, Deep Purple, The Strokes, Franz Ferdinand, entre outros.
Agora, aqui vai mais umas das minhas dicas: Jogar Guitar Hero é bom demais, sô! Então procure o mais rápido possível um jeitinho de começar.

NB. 8D

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sinceridade


Vamos falar de algo presente a todo momento com a gente: sinceridade. Mas o que é sinceridade afinal? Primeiro vamos entender de onde veio a palavra sinceridade.

Sinceridade vem do latim "sem cera". Antigamente quando se manuseavam o barro para fabricação de vasos e afins o barro rachava quando era colocado no forno "para secar". Aí, os espertalhões para aproveitar o objeto rachado passavam um tipo de cera e pintavam o objeto. Mas quando o objeto era posto contra luz as rachaduras apareciam. Assim os artesões que não usavam a cera foram chamados de sinceros.

Mas agora que quero falar de hoje. Quero dizer antes o que não é sinceridade. Sinceridade não é: Falar o que quero, na hora que eu quero, com quem eu quero. Isso no minimo é falta de educação.

Afinal de contas, o que é sinceridade? Vou usar as palavras de alguém muito sábio em opinião pra explicar o que é sinceridade."Sinceridade é falar o pensa, o que viu, o que acha, se for conveniente, na hora certa, pra pessoa certa." CS Lewis.

Na verdade não era bem essa a frase. Mas não achei na net a frase e não deu pra eu rouba-la do computador do meu tio. Mas a essencia é a mesma.

O que eu quero dizer com isso? Simples, ser sincero as vezes é ficar de boca fechada!


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Cantando no Banheiro.



Quer se divertir? Quer se divertir muito? Vá tomar banho mas leve um som junto. Porque cantar no banheiro é bom demais. Para que levar o som? Para ajudar cantoria. Tanto para você, quanto para os outros. Afinal, alguma coisa tem que cantar bem naquele banheiro!
Eu sou adepta a esse hábito a muito tempo. Agora com o meu celular multi uso, nem preciso mais carregar para o banheiro o som (eu fiz muito isso). É só colocar na música, aumentar o som e começar a tomar banho cantando.
Técnicas de canto? Coisa mais ultrapassada. Esse é o momento de soltar a garganta sem medo dos xingamentos alheios. É o seu momento especial com você. Repertório cult? Que nada. Toca Pussy Cat Dolls, Mc Créu, Justin e o que tiver de mais dançante. Só não pule de empolgação, pode ser perigoso. Mas se quiser, vá até o chão, dance, faça showzinhos, seduza você mesmo, imagine mil e uma situações que você apenas se dá bem ao som daquelas músicas. Reflita a sua alma naquele momento.
Demore, curta bastante. Tomar banho é um dos raros privilégios que você ainda dispõe só. Expulse todos os fantasmas, bata na cara daqueles que te empentelham o dia inteiro, beije aquele que você nunca teria coragem de beijar na vida real, crie discursos a lá presidentes venezuelanos. Bom, seja tudo aquilo que você quer.
Cante. Grite. Sinta-se feliz. Caso estejas triste. Faça isso para relaxar. Distâncie-se do problema naquele momento. Seja imparcial. Ou talvez, bote pra fuder (perdões pela palavra) e seja raivosa e pense em todas as formas de reverter a situação.
Tomar banho não lava só o corpo. Lava também a alma. [piegas/clichê mode: on]
Cante no banho. Faz bem. Conselho de blogueira que quer os leitores sempre venham ao blog por bons conselhos e textos. ;) Deu para enteder que é sério, né? xD
Bom. Era só.

NB. 8D

Pequenas Coisas - Parte 2


Pensando no que a NB disse, resolvi contar algo que acontece comigo. Todos os sábados eu dou aula de dança pra crianças de 7 a 13 anos. São crianças humildes, de baixa renda, que moram no bairro da cidade que chamam de “popular”.
É um projeto da igreja da qual faço parte, mas não vamos pra esse lado. Estou falando isso apenas para explicar como surgiu essa idéia. Todo ano na férias de julho nós, da igreja, fazemos um tipo de recreação com as crianças da cidade por cerca de cinco dias. Esse ano tivemos 250 crinaças por dia nesse projeto, onde tivemos como tema o meio ambiente. Essas crianças não fazem parte da igreja e esse ano tivemos uma surpresa. Esperávamos crianças na faixa de 4 a 9 anos. Porém a maioria delas tinham entre 10 e 13 anos. Na hora pensei: Meu Deus, o que eu vou fazer com essas crianças?
Então, eu fiz a única coisa que eu sei fazer e que chamariam a atenção delas: a dança. Não sou profissional, alias passo bem longe disso. Mas fiz dança por muitos anos, e fiz parte de um grupo da rede king kids (para quem tiver curiosidade procure no you tube)
Ok, aonde eu quero chegar com tudo isso? Essa idéia de ultima hora, pra tapar buraco foi o que deu início a esse trabalho no bairro “pobre” da cidade. Aquelas crianças que ficaram comigo por 5 dias queriam mais.
Agora pare e pense: eu gasto apenas 3 horas do meu dia, 1 vez por semana pra ensinar para aquelas crianças meia dúzia de passos simples. E o que ganho com isso? Ah, o que eu ganho não tem preço. Ganho aquelas crianças fora das ruas, ganho os sorrisos mais sinceros, ganho os abraços mais gostosos.
Aquelas crianças me olham como se eu fosse a coisa mais maravilhosa que eles já viram na vida e isso não tem preço.
Então eu tenho a certeza de que pequenas coisas, gestos simples de atenção e carinho fazem toda diferença não só para aquelas crianças, mas pra mim. A sensação de fazer alguém feliz é incrível. E eu penso são apenas 3 horas por semana. Imagine se todo mundo dedicasse apenas 3 horas por semana do seu tempo pra ajudar alguém naquilo que se tem talento?
Que mundo melhor teríamos heim.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Último romance*



Todo casal é feliz até a hora do "aceito". Depois do momento de partida tudo começa a piorar. A tampa do vaso levantada, calcinha molhada no box do banheiro, sexo vestido com meias, orgasmos fingidos, filho, filha, ciúmes, regularidade, monotonia. Tinha que ter acontecido o "aceito".
Nem todos começam a partir de um amor a primeira vista. Há encontros e desencontros, pequenas e grandes descobertas, momentos felizes e raivosos. Tinha que ter acontecido o"aceito".
Velhos, rabugentos, saudosistas. De mãos dadas, no banco da praça, final da tarde. A criançada em volta, gritando, aprontando, correndo. Netos. Tinha que ter acontecido o"aceito".
Juntos desde crianças. Unidos pela promessa de um casamento futuro e amor eterno. Cresceram, separaram-se e encontram-se mais tarde. Tinha que ter acontecido o"aceito".
De fronte a uma coroa de flores. Saudade. Choro. Despedida. Rosa branca jogada após um último beijo. O fechar. O até logo em pensamento. Pois isso tudo valerá até depois da morte. Tinha que ter acontecido o"aceito".
Pedido. Cerimônia. Promessas. "Aceito". Tudo começou a partir dali. Foram felizes. Tristes. Normais. Tinha que ter acontecido o"aceito".
E mesmo assim eu te aceito!

*título escolhido devido a uma interpretação que ouvi sobre essa música.

NB. 8D

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O que não entendo.


“Não quero lhe falar meu grande amor das coisas que aprendi nos discos

Quero lhe contar como eu vivi e tudo que aconteceu comigo

Viver é melhor que sonhar, eu sei que o amor é uma coisa boa
...
Você me pergunta pela minha paixão


Digo que estou encantada com uma nova invenção”



Quando ouço essa música, esses versos sempre me chamam atenção. Ele demonstra exatamente o que se passa comigo. E com o tempo eu vi que não é só comigo, é com todos.Você pode dizer que não, mas eu sei e você sabe que sim.Todo mundo amou alguém na vida, pode até não ter sido um “grande amor”, mas amou nem que fosse um pouquinho.Mas não quero falar de qualquer amor por que acabaria sendo vazio. Quero falar do amor que sinto, do amor que “des-sinto” e que depois insisto em sentir de novo. Não porque eu quero, mas por que é incontrolável, ninguém ama por querer. Não se olha pra alguém e diz: Quero gostar desse! O que pode sim acontecer e você olhar pra alguém e sentir algo diferente que a principio não se sabe explicar e quando você percebe está lá, apaixonada.


O amor que sinto e muita gente sente é sofrido. Quero lhe falar de amores platônicos, amores que não se sabe quando, nem como começam e ainda por cima geralmente é por alguém que você nunca viu ou pelo menos não pessoalmente. E você se pergunta o porquê. Por que eu gosto tanto dele? Por que eu fico feliz com tão pouco vindo dele? Por que até as palavras mais vazias vindas dele se transformam em verdadeiros poemas? Por que eu não aprendo? Por que sempre entro nessa?Pergunto-me tantas vezes, mas nunca obtive resposta. Eu nunca me livro desses amores porque no fundo, por mais dolorido que seja, eu amo amá-lo, mesmo que platonicamente. Queria não sonhar, não pensar. Mas o fato é que não faço outra coisas, além disso.A verdade é que não importa o que eu faça, eu sempre vou amar alguém.


Sempre vou sofrer por ele e nunca vou entender como posso amar tanto alguém que não pode ser meu ou que tenha uma probabilidade tão baixa de ser meu. E assim o amor continua sendo a coisa mais linda e perversa que existe e sempre, sempre uma incógnita na minha vida.